segunda-feira, 28 de abril de 2014

Aumento na conta de energia 



Em todos os municípios baianos a conta de energia elétrica, será majorada nessa teça feira  em 14,82%.

Esse aumento só chegara ao consumidor final na fatura do mês de maio. O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O consumo de energia nas será de 15% para consumidores de baixa tensão e 16,04% para os de alta tensão.

Conforme informação da Aneel, os consumidores afetados giram em torno de 5,3 milhões, todos localizados nos 415 municípios da Bahia.

Ficam de fora apenas às cidades de Jandaíra e Rio Real, que são abastecidas pela companhia elétrica sergipana Sulgipe.

A COELBA alega que o principal item de custo na composição desse aumento foi à compra de energia, que teve uma elevação de 17%.

Além da Bahia, a Aneel concedeu reajuste a outras três companhias elétricas, localizadas em Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará.

BAHIA

Mais uma vergonha na saúde: " Paciente foge de Policlínica, passa mal e morre na rua "

De acordo com a esposa Maria Luíza, ainda não foi explicado como o paciente fugiu da unidade de saúde. A suspeita inicial é que uma queda pode ter provocado o óbito da vitima, devido a sua debilidade física

Paciente foge de Policlínica, passa mal e morre na rua
Central de Polícia

Um paciente que estava internado na Policlínica do bairro Parque Ipê, morreu após ter fugido da unidade de saúde na manhã desta sexta-feira (25). Ele caminhou até a avenida Transnordestina, onde passou mal e caiu.

Segundo familiares, Antonio Vicente Silva Ferreira, 54 anos, que morava na rua Lagoa Rio Verde, no bairro Conceição II, fugiu pois há três dias aguardava transferencia para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) onde faria exames para detectar a causa de fortes dores que sentia no tórax.

De acordo com a esposa Maria Luíza, ainda não foi explicado como o paciente fugiu da unidade de saúde. A suspeita inicial é que uma queda pode ter provocado o óbito da vitima, devido a sua debilidade física.

“Nós estávamos tentando um exame no Hospital HGCA, mas pelo visto o aparelho estava quebrado. Não tive alternativa, pois ele estava com fortes dores no tórax e foi encaminhado para a unidade municipal de emergência’, disse.

domingo, 27 de abril de 2014

Mais de 200 mil pessoas foram expulsas de suas casas por causa de obras da copa

ONU e ativistas denunciam violações de direitos humanos na preparação da Copa no Brasil

Clique aqui e reveja centenas de vídeos sobre os abusos crimonosos em prol da Copa do Mundo de 2014

Reveja outras notícias sobre os cambalachos da FIFA e do governo

GENEBRA – Ainda em 2013, representantes da ONU, vítimas e ativistas denunciaram na metade de Julho de 2013, nas Nações Unidas, sérias violações aos direitos humanos que estão sendo cometidas no Brasil por conta das obras e preparação do País para a Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016 e pedir que governos estrangeiros pressionem Brasília para frear obras que estejam criando consequências sociais negativas. 


Vídeo de arquivo:





Acusações

As acusações foram apresentadas em um evento dedicado exclusivamente à situação do Brasil e que será organizada em Genebra por entidades de pessoas afetadas pelas obras e por um grupo de defesa aos direitos humanos, a Conectas. 

Segundo os organizadores da manifestação, o debate irá escancarar os “deslocamentos forçados de comunidades, destruição de patrimônio cultural, supressão de direitos de idosos e estudantes, abusos policiais cometidos em prol da segurança e uma longa lista de outras violações semelhantes em decorrência de megaeventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas”. 

A reunião ocorreu durante a 23ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e tem como meta chamar a atenção internacional para o fato de que a Copa de 2014 não será apenas a festa que muitos estrangeiros esperam encontrar no Brasil. Para a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), remoções forçadas têm sido “o grande drama das famílias brasileiras desde o início das obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas”.

200 mil tirados de seus lares à força

A entidade estima que “pelo menos 200 mil pessoas estejam passando por despejos relacionados aos eventos, o que corresponde a quase um em cada mil brasileiros”. “O Brasil injeta recursos bilionários em infraestrutura para dois mega eventos esportivos: a Copa e a Olimpíada. As obras exigem mudanças urbanísticas, logísticas e humanas. Mas quem ganha e quem perde com esse rearranjo monumental?”, questiona Juana Kweitel, diretora de Programas da Conectas. 

“No momento em que se abre espaço para fazer infraestrutura sobre espaços antes ocupados por estas comunidades, se despeja estas comunidades sem nenhuma forma de reassentamento e com valores muito pequenos de compensação financeira (…) Ou mesmo quando se propõe o reassentamento para estas pessoas, o fazem na periferia a 30 quilômetros do local aonde elas viviam”, afirma Raquel Rolnik, relatora Especial da ONU sobre o Direito a Moradia Adequada. 

A Ancop espera ainda que a “comunidade internacional recomende ao governo brasileiro a paralização imediata das remoções forçadas que ainda estão ocorrendo e, em parceria com as comunidades afetadas, crie um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos em caso de despejos causadas por grandes eventos e projetos”.



Fonte: Jamil Chade/O Estadão

Foto: Afinsophia
Prefeito Zé Ronaldo envia ao Legislativo mensagem de aumento dos servidores municípais de 5,92% e 8,32%

 Prefeito envia ao Legislativo mensagem de aumento dos servidores municípais de 5,92% e 8,32%


Os vencimentos dos servidores públicos da administração direta e descentralizada do Município de Feira de Santana, suas autarquias e fundações, assim como os dos servidores ocupantes de cargos de provimento temporário, o reajuste será de 5,92%, enquanto os salários dos professores especialistas em educação e secretários escolares serão reajustados em 8,32%.

A mensagem estabelecendo a revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos municipais foi encaminhada à Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta terça-feira, (22), pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, em regime de urgência, para que os reajustes já possam ser incorporados nos salários de maio.

O reajuste salarial está previsto no Projeto de Lei de nº 004/2014 e somente não contempla secretários municipais e aqueles correspondentes ao símbolo Direção e Assessoramento Superior (DAS) e Direção e Assessoramento Especial (DAE), já que estes cargos possuem legislação específica.

A medida também determina que o menor vencimento pago pela Administração Municipal, a partir de 1º de janeiro de 2014, é de R$ 724,00. E para os aposentados e pensionistas serão aplicados os mesmos percentuais de 5,92% enquanto os professores, especialistas em educação e secretários escolares, todos inativos, terão os proventos reajustados em 8,32%.  

Fonte: Secretaria de Comunicação/Feira de Santana/Manchete da Redação do cljornal

Sem médico, mulher dá à luz em recepção de hospital e bebê morre



Uma mulher grávida de nove meses deu à luz na recepção de um hospital em Santo Antônio de Jesus, município localizado a 190 quilômetros de Salvador, na manhã deste sábado (26). A Santa Casa de Misericórdia do Hospital e Maternidade Luís Argolo em Santo Antônio de Jesus não tinha obstetras no momento do incidente. Segundo a instituição, a criança já nasceu morta.

"A médica que estava de plantão teve um problema pessoal e não pode trabalhar. Nós não conseguimos substituí-la", disse o provedor da Santa Casa, Aurelino Reis, em entrevista ao Correio24horas.
A mãe da criança, Tatiane de Jesus Santos, 29 anos, disse que procurou o hospital na véspera e foi atendida na recepção, mas teve de voltar para casa porque não havia médicos. "Quando cheguei a casa, comecei a sentir fortes dores, não suportei e voltei para o hospital, mas quando cheguei à cabeça do meu bebê começou a sair. Não fizeram questão nem de me colocar numa maca, ninguém se importou com a minha situação", disse a mulher em entrevista ao site Voz da Bahia. 

Ela ainda rebatou os médicos da instituição, que alegaram que a criança nasceu morta e tinha a cabeça grande e com má formação, a filha se mexia quando ela estava em casa. "Meus exames não deram nenhum problema, minha ultrassonografia está boa e o médico sempre me dizia que a minha filha estava bem", alega.

O provedor da Santa Casa disse que a administração abriu um sindicância para investigar o que aconteceu neste caso. "Eu tenho 1 ano e 4 meses à frente da Santa Casa, e esta é a primeira vez que isto acontece", comenta. "Ficamos sem o médico plantonista durante a noite, e quando a mulher chegou ela já estava em trabalho de parto. Enquanto arrumavam uma maca para atendê-la, o bebê nasceu. Uma médica que estava lá e viu o feto disse que a criança aparentava estar morta há alguns dias", disse Aurelino Reis. 

No entanto, uma mulher que testemunhou o parto e auxiliou Tatiana nega esta versão da Santa Casa. Segundo Fernanda Almeida, nenhum funcionário do hospital não ajudou ou atendou a grávida, mesmo diante dos pedidos de socorro dela. O parto, de acordo com a testemunha, foi realizado por pessoas que também aguardavam atendimento.

"A criança já tinha nascido, o chão estava cheio sangue, somente nesse momento que apareceram funcionários, extremamente mal educados, para fazer o atendimento. Isso é um absurdo", declarou a mulher em entrevista ao Blog do Valente. "Não tinha um enfermeiro, técnico ou pessoas na recepção. Não tinha ninguém".


Instituição disse que não tinha obstetra no plantão, e que criança já nasceu morta (Foto: Blog do Valente)

O corpo da menina foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região, onde deve passar por uma perícia que confirme o que causou a morte da criança, assim como quando ela aconteceu. A mãe da bebê está internada na Santa Casa e passa bem.

O marido de Tatiana, pai da menina, disse que não vai procurar a Justiça porque esta ser lenta. "Não foi a primeira, nem vai ser a última criança que vai acontecer isso. Vamos pra justiça e fica na mesma, só é perda de tempo. A vida da minha filha já se foi e a própria Justiça baiana não funciona", disse Girlan Cerqueira dos Santos para o site Voz da Bahia. 

Problemas financeiros

O provedor da Santa Casa admitiu que a instituição passa por problemas financeiros, mas disse que a falta de médicos aconteceu somente neste final de semana. "A gente vem correndo atrás e substituindo, mas nos finais de semana é um Deus-nos-acuda para conseguir um obstetra", comenta Aurelino Reis.


"Sofremos também uma grande dificuldade financeira. Para você ter noção, o parto normal de uma paciente custa em torno de R$ 1200. Nós recebemos do SUS apesar R$ 450, que claramente não dá para cobrir os custos com anestesia, instrumentação, medicamentos e tudo mais. E isto é só com os partos naturais - cesariana é muito mais caro".

Ainda de acordo com o administrador da instituição, cerca de 200 partos são realizados por mês na Santa Casa de Misericórdia do Hospital e Maternidade Luís Argolo, que além de Santo Antônio de Jesus, também atende cidades satélites. "Nós somos uma entidade filantrópica e encontramos dificuldades demais em continuar realizando esse trabalho. Aqui se gasta muito mais do que se recebe", afirma Reis.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mulher dá fora em Maradona e ele a denuncia por roubo


Além da crise econômica na Argentina, o fora que Maradona levou da agora ex-noiva está repercutindo na velha mídia hermana. Leia abaixo:

Mais uma vez, o que leva Diego Maradona às capas dos jornais argentinos é um tema que nada tem a ver com o futebol. A estrela do esporte, que se caracteriza por sua agitada vida sentimental, tornou pública há alguns dias a sua ruptura com sua última parceira, a representante de farmacêutica de 23 anos, Rocío Oliva, com quem estava saindo há pouco mais de um ano. Mas agora surgiram na imprensa do país sul-americano os motivos da tão falada separação, que, ao que parece foi por causa de um suposto roubo que Maradona sofreu em sua casa em Dubai. O atleta culpa Oliva pelo crime.

"Por Diego ponho as mãos no fogo, mas ele está rodeado de más companhias", explicava em um programa de televisão a já ex-namorada de Maradona na quarta-feira passada, ao se referir às amizades do astro. "Chegaram a acusar também a minha mamãe de ladra e isso eu não gostei". Oliva não perde as esperanças de voltar para p lado do ex-jogador argentino, 30 anos mais velho que ela, mesmo ele já tendo feito uma denúncia contra ela.

O roubo ocorreu quando ambos viviam juntos no emirado árabe, onde Maradona mora há alguns anos. O relacionamento acabou em março, embora a explicação que tenha sido dada na época foi que o atleta não aguentava os caprichos de sua noiva, que chegou a ameaçá-lo de participar de um programa de dança na televisão caso ele não se casasse com ela. A garota, então, voltou a Buenos Aires. Pouco antes, no dia 14 de fevereiro, eles se casaram.

E depois de denunciar Oliva por um roubo que ainda não foi esclarecido, Maradona exigiu que ela devolvesse todos os presentes que ele tinha dado durante o tempo que estiveram juntos. Ela não duvidou em contar o fato durante uma entrevista para a televisão. "Entreguei a ele alguns pingentes, uma gargantilha e meu celular", confessou. Mas, depois de relatar detalhes de sua relação com o Pelusa, concluiu com segurança: "O amor ainda não acabou". Fonte: El País

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Após discussão, policial algema e mata esposa com 04 tiros e tenta se matar em Curitiba




Uma discussão dentro de um veículo terminou de forma trágica no início da tarde desta quinta-feira (24). (Foto: Letícia Godoy)

O investigador Napoleão Seki Júnior, lotado na Secretária de Segurança Pública (SESP) estaria discutindo com a mulher no carro quando eles pararam na Rua Sete de Abril esquina com Rua Reinaldino S. de Quadro, no Alto da XV. Em seguida ele retirou a mulher identificada por Paola Cardoso do veículo puxando pelo cabelo. Totalmente transtornado ele algemou a mulher e efetuou quatro disparos no peito. Ela morreu na hora. Após o feito ele efetuou um disparo contra o próprio pescoço.

Socorristas do Siate e várias viaturas da polícia foram até o local. Napoleão foi socorrido em estado grave ao Hospital Cajuru.

Veja o vídeo do momento em que o policial algemava a mulher no chão e ela berra pedindo para ele parar: (Informações de Plantão 190 de Curitiba-PR).




O Canalha  envolvido no assassinato do índio Galdino será policial
O rapaz que cumpriu medida socioeducativa pelo assassinato do índio em uma parada de ônibus da 703 Sul, em 20 abril de 1997, está na última fase de seleção para agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Situação provoca controvérsia entre juristas

Publicação: 24/04/2014 06:00 Atualização: 24/04/2014 14:30

Índios fazem manifestação diante do Monumento Galdino: comoção e incredulidade desde o crime cometido em uma parada de ônibus (Carlos Vieira/CB/D.A Press - 24/9/08)
Índios fazem manifestação diante do Monumento Galdino: comoção e incredulidade desde o crime cometido em uma parada de ônibus

Um dos envolvidos no assassinato do índio Galdino, que chocou o país na década de 1990, acaba de ser aprovado na última fase do concurso público para a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O nome dele aparece na lista do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), publicada em 16 de abril. O resultado definitivo, com a análise de conduta social e outros questionamentos, deve ser divulgado na próxima semana. Na época em que Galdino foi queimado em uma parada de ônibus da 703 Sul por cinco jovens de classe média, G.N.A.J. tinha 17 anos e respondeu pelo ato infracional análogo ao crime de homicídio. Especialistas ouvidos pelo Correio divergem quanto à possibilidade de ele atuar como agente de polícia.

A promotora de Justiça aposentada Maria José Miranda esteve à frente da acusação durante a maior parte do processo — só não participou do júri de quatro dos cinco jovens por questões pessoais. Ela considera inadequada a aprovação de G.N.A.J. para os quadros da PCDF. “Não é certo isso. No meu entender, à época, o rapaz ficou impune, pois só cumpriu alguns meses de medida socioeducativa, e isso não foi proporcional à gravidade do crime cometido por ele e os demais. E ele já era uma pessoa que tinha pleno conhecimento do que fazia”, disse. Para Maria José, G. teria dificuldades em se tornar policial. “Ele teria problemas tanto com os colegas quanto com os criminosos. Que moral teria para cumprir a lei se ele mesmo não cumpriu a pena por um ato criminoso praticado? Na minha opinião, legalmente, ele até tem direito de ser policial, mas, moralmente, não”, acrescentou.

Professora de direito penal e constitucional da Universidade Católica de Brasília, Soraia da Rosa Mendes é favorável a que ele tome posse. Ela lembra que qualquer legislação minimamente garantista e moderna assegura a quem cumpriu pena o direito de não passar o resto da vida sendo responsabilizado por um erro pelo qual foi punido. “Pode ser que esse rapaz atue na polícia e construa uma carreira de glória”, compara.

Entendimento
No Superior Tribunal de Justiça (STJ), já existe o entendimento de que os editais de concursos públicos podem exigir a avaliação de conduta social como requisito essencial para aprovação do candidato. Pela Corte, a investigação não se resume a analisar a vida pregressa do candidato quanto às infrações penais que porventura tenha praticado. Mas deve também avaliar a conduta moral e social, visando aferir o comportamento frente aos deveres e às proibições impostos ao ocupante de cargo público da carreira policial.

Apesar de terem cometido o homicídio triplamente qualificado e condenados a 14 anos de prisão em 2001, os quatro acusados à época maiores — Max Rogério Alves, Antônio Novely Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves de Oliveira —, além de G.N.A.J., não têm fichas criminais hoje. Pela lei, o crime praticado só é resgatado caso a pessoa condenada cometa nova infração penal. Por isso, os cinco conseguem apresentar declarações de nada consta sem a informação de terem ateado fogo em Galdino, em 20 de abril de 1997.

Eron trabalha no Detran. Ele foi aprovado no último concurso para agente. Na época, o promotor Maurício Miranda, que atuou no júri do caso de Galdino, disse que as pessoas devem recomeçar a vida, sem discriminação. Procurado ontem, ele preferiu não se pronunciar sobre a nova polêmica.

Memória

Brutalidade no Plano


Na madrugada de 20 de abril de 1997, cinco jovens de classe média alta atearam fogo ao corpo do índio Galdino Jesus dos Santos, 44 anos, que dormia na parada de ônibus da 703 Sul. A vítima era da etnia Pataxó Hã Hã Hãe, do sul da Bahia, e estava em Brasília para participar das comemorações do Dia do Índio, festejado no dia anterior ao crime. Galdino não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de 20 horas depois de dar entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com dificuldades respiratórias e problemas renais (foto).

Uma semana depois da brutalidade, o local onde o índio foi incendiado vivo foi batizado de Praça do Compromisso e, mais tarde, de Praça do Índio. Em 3 de junho do mesmo ano, um ato de protesto marcou a inauguração da obra do artista plástico goiano Siron Franco, que criou o Monumento Galdino — com uma tonelada e 2,2m de altura. A peça foi produzida com base no desenho feito pela perícia policial do corpo do indígena. O monumento fica a 50m do ponto de ônibus onde os jovens atearam fogo ao indígena.


Para saber mais

Polêmica parecida


Outro envolvido no assassinato do índio Galdino Jesus dos Santos, 44 anos, se tornou servidor público no ano passado. Eron Chaves Oliveira foi aprovado, em 2012, em concurso para assumir o cargo de agente de trânsito do Departamento de Trânsito (Detran). O nome dele apareceu em uma lista de 27 pessoas que se declararam deficientes, conforme publicação no Diário Oficial do Distrito Federal. Para concorrer à vaga, Eron e os demais candidatos tiveram de apresentar um laudo médico emitido até 12 meses antes do último dia da inscrição, além de um formulário com o nome da doença, a provável causa, e a espécie e o grau ou nível da deficiência.


Ponto crítico

Existe algum impedimento para alguém envolvido em assassinato assumir uma vaga na Polícia Civil?


NÃO

» Chico Leite

Não existem, entre nós, penas perpétuas. Se a conduta social demonstrada quando menor de idade revela inaptidão para a posição de policial civil, que se fizesse uma nova avaliação para não cometer a injustiça de julgar uma pessoa no presente apenas pelo seu passado. Nesse sentido, seria feita uma verificação atual da compatibilidade entre a personalidade e o exercício do cargo, eis que já se passaram 17 anos desse caso. Se nós não formos capazes de acreditar na possibilidade de resgate do ser humano para a vida em sociedade, é melhor decretar a morte física, o que seria um absurdo, porque a pena perpétua é uma morte moral. Veja os casos dos fichas sujas na política. A lei impede o exercício de cargo público por oito anos, mas um ficha suja ‘mata’, na verdade, uma geração inteira (de eleitores dele).

Procurador de Justiça licenciado e deputado distrital


SIM

» Max Kolbe

Como eu vou colocar uma pessoa para investigar um crime, um agente da polícia, que já ateou fogo em outra pessoa? É um absurdo. Juridicamente, por causa da legislação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é branda em relação aos crimes cometidos por menores infratores, ele (G.) tem a ficha limpa. De acordo com o artigo 143, em sua ficha não pode constar nada que reporte ao crime que ele cometeu enquanto menor. Então, legalmente, poderia ser considerado apto para o exercício do cargo, mas, na vida prática, não funciona assim. Diante das responsabilidades da função, a análise da vida pregressa e da idoneidade moral do indivíduo é fundamental em concursos públicos. No caso de G., ele foi aprovado nas duas, pois nada consta em sua ficha criminal. No entanto, na minha opinião, ele não tem idoneidade moral para ocupar o cargo de agente.

Advogado e membro da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da OAB-DF e especialista em concursos públicos

domingo, 20 de abril de 2014

Petrobras é ‘condomínio de ladrões’, diz empresário do setor petroquímico; veja vídeo com denúncias

video


Imagem: Reprodução
Caio Gorentzvaig afirma ter documentos e que em breve fará mais acusações

O empresário Caio Gorentzvaig, ex-acionista da Petroquímica Triunfo, no Rio Grande do Sul, postou vídeo na internet na 2ª feira (14.abr.2014) no qual faz duras acusações de corrupção na Petrobras e ataca a presidente da República Dilma Rousseff, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli e o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto da Costa, que está preso. Assista ao vídeo abaixo:


Gorentzvaig, cujo pai, Boris, foi o fundador da petroquímica, afirma que a Petrobras “virou um condomínio político de ladrões de primeira linha”. Ele diz que a Triunfo foi “expropriada'' em maio de 2009 por decisão de Dilma, Gabrielli e Roberto da Costa, em uma operação que teria beneficiado a Odebrecht, por meio da sua empresa petroquímica, a Braskem, e cobra apuração do Ministério Público Federal.

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Segundo Gorentzvaig, após um processo litigioso, o juiz da 3ª Vara Cível de Porto Alegre propôs que a Petrobras vendesse sua parte na Triunfo Petroquímica por R$ 250 milhões à sua família. A estatal teria cobrado um valor maior, de R$ 355 milhões, coberto pelos Gorentzvaig. Apesar disso, segundo o empresário, a Petrobras reucou e disse que, por razões estratégicas, não tinha mais interesse em vender sua parte na Triunfo. Depois, diz Gorentzvaig, a Petrobras vendeu sua participação na Triunfo para a Braskem, da Odebrecht, por R$ 118 milhões. Como eram minoritários, os Gorentzvaig teriam sido obrigados a sair da empresa.

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Rachel Sheherazade comenta a culpa de Dilma no escândalo de Pasadena
'Golpe organizado por quadrilha binacional', diz Jabor sobre escândalo da Petrobras
Petrobras: barão belga que vendeu refinaria usa políticos corruptos, diz industrial francês


Ao final do vídeo, Gorentzvaig, que foi candidato a deputado federal em 2010 pelo PPS-SP, pede que o Ministério Público investigue a suposta “relação promíscua” do Grupo Odebrecht com a Petrobras, inclusive o polo petroquímico de Paulínia. Ele diz ter “vários documentos” e que fará novas acusações. “Vocês vão se surpreender. (…) É maior do que Pasadena”.

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Fernando Rodrigues Blog
Editado por Folha Política
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sábado, 19 de abril de 2014

Com aprovação em queda, Dilma pede que auxiliares divulguem 'marcas' sociais
19 de abril de 2014 | O Estado de S.Paulo
Sucessão presidencial.

Em reação à popularidade em baixa e seguindo orientação de Lula, presidente determina que ministros usem discursos para multiplicar difusão dos programas federais; campanha sobre o Mais Médicos vai ao ar na próxima semana

Com a popularidade em queda, o patrimônio de "gerente" corroído e sob ameaça de uma CPI da Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff determinou aos ministros que adotem a estratégia da multiplicação das marcas do governo. A ordem é para que todos os auxiliares, sempre que fizerem discursos públicos, citem programas sociais como Mais Médicos, Pronatec, Prouni, Brasil Sem Miséria e Minha Casa, Minha Vida.
Presidente põe em prática os conselhos de Lula

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O roteiro de reação deve ser seguido mesmo se o tema da cerimônia não estiver relacionado a esses assuntos e os ministros forem de outras áreas. Pressionada por eleitores que exigem mudanças, como revelou a última pesquisa Ibope divulgada anteontem, Dilma quer destacar que muitos dos programas mencionados hoje por seus adversários são conquistas da administração do PT e representam "só um começo".

Uma campanha publicitária sobre o Mais Médicos entrará no ar na próxima semana. Para rebater as críticas da oposição de que o governo Dilma investe no "trabalho escravo" de médicos cubanos, a propaganda na TV mostrará como o programa, com cerca de 14 mil novos profissionais, tem mudado a vida dos mais pobres, principalmente no interior. A meta é que, até a Copa do Mundo, o plano dê assistência a 49 milhões de pessoas.

"O principal cabo eleitoral do seu governo é você mesma", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversa com Dilma, no início do mês. "Os ministros têm que divulgar as ações do governo, dar respostas mais rápidas e traduzir todos esses números para a vida real. Ninguém sabe o que é PIB. A pessoa quer saber o que pode comprar no supermercado, se a vida melhorou ou não."

Dilma começou a pôr em prática os conselhos de Lula, mas a pesquisa Ibope acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto. Embora o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), pré-candidatos ao Planalto, não tenham capitalizado a insatisfação com o governo do PT, Dilma caiu em todos os cenários. A presidente ainda venceria no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, mas a desaprovação a seu modo de governar subiu de 43%, em março, para 48% neste mês.

Reduto. Além disso, a pesquisa captou um desejo crescente de mudança. O índice de brasileiros que querem alterações profundas no governo chegou a 68% em abril, segundo o levantamento. O descontentamento com o governo Dilma aumentou muito entre os jovens e também entre tradicionais eleitores do PT, como beneficiários do Bolsa Família. A avaliação negativa da gestão, feita por pessoas que moram na periferia, subiu 11 pontos, passando de 27% no mês passado para 38% agora. São índices próximos ao que Dilma obteve no período posterior aos protestos de junho do ano passado.

O "inferno astral" do governo é atribuído, nos bastidores do PT, a turbulências na economia, com o aumento da inflação, e à "desconstrução" da imagem da Petrobrás, abalada por denúncias de corrupção e sob ameaça de uma CPI no Congresso.

"A oposição continua sendo hipócrita. Nem o mais ingênuo dos políticos vai acreditar que uma CPI transcorrerá de forma técnica e sem contaminação política, principalmente começando em abril ou maio, com prazo de 180 dias, para acabar no período eleitoral", afirmou ao Estado o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.

No Planalto, Berzoini já começou a seguir a recomendação de Dilma para multiplicar as marcas do governo. "Essa é uma eleição para fazer um debate profundo do que foi o Brasil no passado e do que o Brasil é hoje em termos de desemprego, renda, salário mínimo, Minha Casa Minha Vida, Prouni e Bolsa Família", insistiu ele.

Para Eduardo Campos, a estratégia indica que o PT vai apostar no "terrorismo eleitoral", acusando a oposição de querer acabar com programas sociais. "Eles sabem que sabemos fazer. Não podemos ficar sem alternativas nesse debate do presente e do passado", argumentou o ex-governador, ao formalizar a ex-ministra Marina Silva como vice de sua chapa.

"O problema não é o Brasil; é o governo que está aí", afirmou Aécio no programa de TV do PSDB, exibido na quinta-feira. O tucano abriu ofensiva contra o PT ao dizer que o governo "não reconhece que a inflação está saindo do controle".

Economia. Além das previsões de menor crescimento feitas recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e também pelo Banco Central, os juros básicos estão hoje em 11% ao ano, acima do patamar de quando Dilma assumiu o governo, e há risco de racionamento de energia.

A "agenda positiva" da presidente até a Copa, porém, prevê "vacinas" contra as más notícias da economia, com discursos sob medida para estancar a queda de sua popularidade entre eleitores de várias faixas de renda.

Crise na Polícia Federal: país está perdido se continuar do jeito que está




O vídeo mostra movimento da Polícia Federal do Brasil que passa pela maior crise de sua história e luta contra o sucateamento, o controle político e o congelamento da instituição.

O governo de Dilma Rousseff simplesmente ignora a situação. A PF é um patrimônio do povo brasileiro e é uma das únicas instituições do Estado que ainda busca combater a corrupção e manter a ordem no país.

O segundo vídeo mostra o jornalista Paulo Eduardo Martins, da filial do Paraná da rede SBT, dando sua opinião sobre a vitimização do bandido e a satanização da polícia em geral.




Fonte: Epoch Times
INDIOS NÃO TEM MOTIVOS PARA COMEMORAR O DIA DO ÍNDIO 

Faltam interesse e vontade política de assumir a questão indígena, diz Cimi Em entrevista, o presidente do Conselho Indigenista Missionário acredita que os povos indígenas não têm o que comemorar neste 19 de abril

Agência Brasil
Publicação: 19/04/2014
 

Bispo do Xingu, na Amazônia, desde 1981, e em seu segundo mandato como presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Krautler acredita que os povos indígenas não têm o que comemorar neste dia 19, Dia do Índio. Para ele, a situação desses povos tradicionais piorou nos últimos anos, tanto pela demora na demarcação de terras indígenas, o que favorece os conflitos fundiários e a violência, quanto pela falta de atenção governamental a direitos como saúde e educação.

Crítico de mega empreendimentos na Amazônia, como a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, dom Erwin, que também é secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia, foi recebido pelo papa Francisco no Vaticano, no último dia 4. Na ocasião, o bispo denunciou os problemas enfrentados pelos povos indígenas, ribeirinhos e pelas comunidades amazônidas.




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“Vivo na Amazônia há quase 50 anos. Sou uma testemunha qualificada para falar sobre esses assuntos. E, como bispo, tenho o direito e a obrigação de chamar a atenção sempre que os direitos humanos forem violados”, disse o austríaco, que tem cidadania brasileira há 23 anos, em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

Confira abaixo os trechos mais importantes da entrevista.

Quais foram os principais assuntos que o senhor tratou com o papa Francisco?

Conversamos sobre as comunidades da prelazia do Xingu, que não recebem a eucaristia porque contamos com apenas 27 padres para atender a cerca de 800 comunidades. O papa pediu que apresentássemos propostas para solucionarmos esse problema que afeta cerca de 70% das comunidades da Amazônia onde não há celebração eucarística. Também conversamos sobre a questão ecológica.

E sobre a questão indígena em particular? O que os senhores conversaram?
Falamos da questão indígena como um todo, mas também da situação de alguns povos em particular, como os guarani kaiowá, de Mato Grosso do Sul, que vivem encurralados em um espaço diminuto, o que lhes causa muito sofrimento. Citei a situação dos povos do Vale do Javari, no Amazonas, onde os índios são acometidos por doenças como a hepatite, e o governo, a meu ver, pouco faz. Falei dos grupos de índios isolados que, oficialmente, não existem. Para lembrá-lo do carinho que os povos indígenas sentem por ele, lembrei o papa de sua vinda ao Rio de Janeiro, em 2013. E disse-lhe que os índios do Brasil contam com sua ajuda, que esperam que ele apele ao governo brasileiro para que demarque as terras indígenas.

O senhor é um conhecido crítico de megaempreendimentos e costuma acusar o governo e alguns parlamentares de se unirem a grupos de interesses econômicos. Ao falar dos problemas que afetam os povos indígenas, que aspectos o senhor citou ao papa?
Logicamente, me referi à construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Uma obra que afeta não apenas os índios da região e que, do jeito como está sendo executada, levou à cidade de Altamira o caos em termos de saúde, de educação, de transporte, de segurança pública. A Justiça Federal acaba de determinar que a empresa responsável, a Norte Energia, cumpra as condicionantes que deveriam ter sido cumpridas antes do início das obras e que não vêm sendo observadas. Isso é positivo, mas as medidas judiciais, infelizmente, estão chegando tarde. Há comunidades indígenas que, de certa forma, já foram desmanteladas e só agora algumas autoridades parecem descobrir a anormalidade da situação. Basta ver o crescimento da população de Altamira. A cidade não se preparou para isso. Às vezes, sentimos como se Belo Monte fosse um rolo compressor passando sobre nós, mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) tenha prometido que esse projeto não seria empurrado goela abaixo de ninguém, o que acabou acontecendo.

O senhor criticou o governo brasileiro ao papa?

Disse a ele que o governo e o Congresso Nacional tomam iniciativas contrárias aos interesses dos povos indígenas. Medidas, a meu ver, inconstitucionais. Não houve tempo para que eu entrasse em pormenores, mas eu disse que o governo não luta pela causa indígena. E que o Congresso Nacional tem desrespeitado os direitos indígenas por meio de várias iniciativas que contrariam esses direitos, como a propostas de emenda à Constituição, a PEC 230, que quer transferir do Poder Executivo para o Legislativo a prerrogativa do governo federal de demarcar terras indígenas.

Em que medida a demora na identificação, demarcação e homologação das terras indígenas prejudica os povos indígenas e contribui para o acirramento da tensão no campo?

Ao ser promulgada, em 1989, a Constituição Federal estabeleceu um prazo de cinco anos para que todas as terras indígenas fossem demarcadas. Ou seja, até 1993 todas as terras identificadas como territórios tradicionais indígenas deveriam estar identificadas e homologadas. Passados 21 anos do fim desse prazo, pouco mais de 44% foram realmente demarcadas. Em 2013 não houve nenhuma demarcação. Dessa forma, essas terras ficam escancaradas para todo o tipo de invasor. É bom que se diga que demarcar novas reservas indígenas não significa criar enclaves, mas sim reconhecer que, no interior do território nacional, há áreas pertencentes à União destinadas ao usufruto dos povos que as habitam desde tempos imemoriais.

Como o papa reagiu ao seu relato e a suas críticas ao Estado brasileiro?

Ele não entrou em detalhes nem se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas me ouviu atenciosamente e manifestou seu apoio à causa indígena.

O senhor presidiu o Cimi entre 1983 e 1991 e, agora (2007- 2015), cumpre seu segundo mandato à frente do órgão. Comparando esses dois períodos, quais as principais mudanças em relação à situação dos povos indígenas?
No final da década de 1980, a principal luta era em torno da Constituição Federal, o empenho necessário para inscrevermos no texto constitucional os direitos dos povos indígenas. Naquele momento, cantamos vitória, pois houve vários avanços, como o fato de os índios terem deixado de ser tutelados pelo Estado e se tornarem cidadãos brasileiros de fato, com direito a suas terras, suas expressões culturais. Agora, estamos lutando para impedir o avanço de iniciativas prejudiciais aos povos indígenas.

Mas a situação, hoje, está melhor ou pior?

Eu penso que a situação dos povos indígenas piorou nos últimos anos, sobretudo de 2003 para cá. Exatamente pela falta de empenho do governo em favor das demarcações e da saúde indígena. Faltam interesse e vontade política de assumir a questão indígena como uma causa importante na defesa dos direitos humanos.

Há o que se comemorar neste dia 19, Dia do Índio?

Eu preferiria falar em Dia dos Povos Indígenas. Não se trata de uma data para festejar, mas sim para sensibilizar e conscientizar a sociedade a respeito dos direitos desses povos. Em nosso atual sistema, o índio é considerado um obstáculo ao chamado progresso, entendido apenas do ponto de vista da taxa de crescimento econômico. Se entendermos desenvolvimento como melhoria da qualidade de vida para todo o povo brasileiro, os índios não só têm seu lugar, como sua sabedoria milenar é uma riqueza para o país.

A demora na demarcação das terras indígenas acirra uma disputa que, muitas vezes, envolve famílias de pequenos produtores rurais, gente assentada pelo próprio governo em terras hoje reivindicadas como territórios tradicionais. Entre essas pessoas há católicos que criticam o fato de a Igreja, por meio do Cimi, defender os interesses indígenas em detrimento dos de pequenos produtores e trabalhadores rurais. Como o senhor responde a essas críticas?
Eu não aceito dizerem que defendemos apenas os povos indígenas, sobretudo contra pequenos agricultores. Essa equação não funciona. O que dizemos é que se foi o governo que assentou famílias de colonos em áreas indígenas, é o governo que tem que resolver o impasse criado por ele mesmo. Não defendo e não aceito que se arranque de uma área indígena, com o uso de força policial e sem a devida reparação, uma família assentada pelo governo. Em casos assim, o governo tem que disponibilizar a essa família uma área equivalente à que ela ocupa e indenizá-la não só pelas benfeitorias feitas na terra, mas também por todo o suor derramado em dezenas de anos de trabalho. Agora, se alguém invadiu uma área sabendo se tratar de terra indígena, o tratamento deve ser outro.

O senhor deve deixar a prelazia ao completar 75 anos. Já está cuidando de sua sucessão?
Eu vou apresentar minha renúncia em 12 de julho deste ano, quando completo 75 anos. Isso não significa que deixarei a prelazia de um dia para o outro. Haverá o processo de escolha do meu sucessor, mas é possível que eu seja sucedido por três bispos, já que a regional da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] sugere que, pelo seu tamanho, a prelazia do Xingu seja desmembrada em três dioceses. Eu mesmo apresentarei à regional um projeto nesse sentido.

O senhor teme que, com sua renúncia, a luta em prol da Amazônia e dos povos indígenas e ribeirinhos pode ser prejudicada?
Não, não acredito. Pelo contrário. Eu talvez tenha até mais liberdade e tempo para me empenhar em favor dessa causa. Não tenho o poder que às vezes me atribuem. O que eu tenho é o direito e a obrigação de chamar a atenção sempre que os direitos humanos forem violados.

O país parece atravessar um momento preocupante, com um segmento da sociedade se manifestando contra a garantia dos direitos humanos já conquistados, grupos de justiceiros agindo à revelia da lei e casos de ofensas a índios e outras minorias. O que o senhor diria a essas pessoas já que, entre elas, há muitas que se identificam com os preceitos cristãos?
Quem apela para fazer justiça com as próprias mãos, defende esse tipo de coisa ou se opõe aos direitos humanos está se distanciando da Igreja, de sua fé e de sua moral. Ainda que saibamos que não devemos olhar apenas os fatos recentes, mas também procurarmos as raízes desse comportamento e que, ao fazer isso, cheguemos à conclusão de que a Justiça é muito lenta e que há muita impunidade, sempre lutamos a favor dos direitos humanos. Precisamos de vontade política, de políticas públicas, para frear esse tipo de coisa.

MUITO DINHEIRO ENTRA E QUASE NADA RETORNA PARA O BENFICIO DO POVO




Até agora, foram arrecadados mais de R$ 519 bilhões de Reais em impostos no Brasil. Veja aqui.

Para compensar os gastos altos com energia elétrica, o governo optou por adotar uma série de medidas que pesam no bolso do consumidor. Nos últimos dez dias, as contas de luz sofreram reajustes de 11,16% a 28,99%. Em março, subiram os impostos que incidem sobre o preço da cerveja, dos refrescos, isotônicos e energéticos. E as medidas que penalizam o consumidor não param por aí. O governo deixou para 2015, depois das eleições, o repasse dos efeitos do pacote de medidas de socorro ao setor elétrico: a previsão é que as tarifas aumentem 10% no próximo ano. Ainda em 2014, também deve subir a tributação de cosméticos e produtos importados.

O aumento dos custos com o setor elétrico se deve ao uso intenso das usinas termelétricas, que geram uma energia mais cara que a hidrelétrica. Desde o ano passado, governo decidiu acionar as termelétricas com o objetivo de preservar o nível dos reservatórios das hidrelétricas durante a estiagem, que vai até novembro, e evitar o desabastecimento de energia do país.

O Instituto Millenium pediu a dois especialistas que comentassem o impacto das medidas do governo sobre o consumidor. Podemos dizer que a população já está “pagando o pato” pela falta de planejamento e investimento do governo no setor de energia? Qual sua opinião sobre o fato de o governo repassar o custo do socorro ao setor energético somente após as eleições? O aumento de impostos prejudica a economia? Leia os comentários dos economistas Marcello Averbug e Gustavo Grisa. Deixe também o seu comentário.

Marcello Averbug

Sempre é a população quem “paga o pato” pelos erros de governo. Os aumentos de impostos são remendos ao sistema tributário. O governo optou pelo caminho menos imaginativo de ampliar sua disponibilidade de recursos para investimento, fugindo das soluções corretas. O caminho ideal para gerar caixa extra passa por profunda reforma tributária, redução dos gastos correntes, privatização e combate eficaz à sonegação fiscal e à corrupção. O alto nível da carga tributária brasileira é incompatível com o desenvolvimento econômico e social. O próprio conceito de “socorro ao setor energético” denuncia ausência imperdoável de planejamento. Porém, como essa falha é fato consumado, o custo de sua reparação deveria ocorrer isento do calendário eleitoral. Mas raros são os governos que ousam adotar medidas impopulares às vésperas de eleições.

Gustavo Grisa


O aumento de impostos de produtos deverá impactar mais a classe média e empresas de pequeno e médio porte. Já o aumento da energia gera problemas de competitividade à indústria e poderá causar um efeito de indexação sobre a inflação de 2015. É óbvio que há uma pressão de ano eleitoral sobre a medida, que poderia ter sido adotada antes, pois os problemas energéticos não surgiram recentemente. O caminho de aumentar impostos é economicamente ineficiente. O Estado brasileiro está inchado, com muitas despesas e poucos investimentos. É um difusor negativo de produtividade do país, ao gastar muito e entregar relativamente pouco. A única maneira de estancar o crescimento da necessidade por receita tributária é realizar reformas estruturais no Estado, na previdência do setor público, e avançar com medidas como as que permitiram parcerias público-privadas em rodovias federais, por exemplo.

Fonte: Epoch Times. Essa matéria foi originalmente publicada pelo Instituto Millenium

Com aquartelamento da PM, SSP registra 16 assassinatos em 10h em Salvador e Reg. Metropolitana.

19 de Abril de 2014
Com o aquartelamento de policiais militares em represália a prisão do diretor-geral da Aspra, vereador Marco Prisco, o número de assassinatos voltou a crescer nas últimas horas. De acordo com levantamento da Folha, 16 assassinatos foram registrados em Salvador e na região metropolitana das 22h de sexta-feira (18), às 5h da manhã deste sábado (19). As mortes têm em sua maioria características de execução. No período da greve da PM baiana, entre 20h de terça (15) e 14h de quinta-feira (17), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 60 assassinatos na capital e cidades da região. Nas primeiras horas da manhã de hoje não se conseguiu encontrar viaturas nas ruas de Salvador. De acordo com fontes ligadas ao site, os policiais estão dentro das companhias e batalhões. A Aspra, por meio de nota, solicita aos policiais para o não aquartelamento. 

 

Onda de violência continua em Feira de Santana, 5 pessoas são assassinadas na sexta feira.



A polícia registou na noite de sexta-feira (18) em Feira de Santana, quatro homicídios e outro crime, que será investigado para esclarecer se foi um latrocínio (roubo seguido de morte). A delegada Dorean dos Reis Soares, que presidiu os levantamentos cadavéricos, informou, que ainda é prematuro afirmar qualquer coisa sobre os crimes. Ela informou que as mortes serão investigadas.







sexta-feira, 18 de abril de 2014

MULHER DÁ A LUZ NA PORTA DA MATERNIDADE EM SANTO AMARO - BAHIA

Mais uma vítima do descaso  com a saúde na Bahia...
Uma jovem de 18 anos deu à luz na porta de uma maternidade do município de Santo Amaro, a 89 km de Salvador.

O fato aconteceu na quarta-feira, 16, e foi registrado por uma das pessoas que prestaram socorro a Deise Viana, que entrou em trabalho de parto mas não foi atendida pela unidade de saúde.

Com a demora no atendimento, a criança acabou nascendo na calçada da maternidade. A mãe teve ajuda de pessoas que passavam pelo local. Uma delas era profissional de saúde e ajudou na hora do parto.

A criança nasceu com 3,3kg e passa bem. Mãe e filha foram encaminhadas para o Hospital Otávio Pedreira, onde permanecessem internadas. A gravidez era considerada de alto risco e, por isso, era necessário que o parto fosse feito por um obstetra. O bebê deve ser acompanhada por um pediatra.

Em nota, a prefeitura de Santo Amaro informou que uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi encaminhada para o local, mas quando os profissionais chegaram a criança já havia nascido.
 
Confira no vídeo abaixo: 




Líder da greve da PM na Bahia é preso, segundo MPF

Prisão preventiva foi decretada em ação sobre greve de 2012, diz MPF.Vereador será levado para presídio de segurança máxima, segundo a PF.

18/04/2014



Foi preso na tarde desta sexta-feira (18), a pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), Marco Prisco Caldas Machado, líder do movimento grevista da Polícia Militar (PM) da Bahia, vereador e diretor-geral da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra). O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPF foi concedido pela Justiça Federal em 15 de abril e a prisão foi realizada nesta tarde, pela Polícia Federal, em um resort onde Prisco se encontrava.

O pedido foi feito na segunda-feira (14), dentro da ação penal movida pelo MPF em abril de 2013, que denunciou sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante a greve realizada entre os dias 31 de janeiro e 10 de fevereiro de 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva é garantir a ordem pública.

Prisco é processado pelo MPF por crime político grave, e qualquer recurso contra sua prisão só poderá ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal. A prisão será cumprida inicialmente em presídio federal localizado fora do estado da Bahia.

Bloqueio de bens e multa - anteontem, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sediado em Brasília, já havia concedido liminar, a pedido do MPF, determinando a imediata paralisação da greve da Polícia Militar na Bahia, sob pena de pagamento de multa diária de 1,4 milhões de reais. Determinou, ainda, o bloqueio de bens de Prisco e mais 13, entre as associações envolvidas no movimento paredista e seus dirigentes. Os bens seguem bloqueados como medida para assegurar a possibilidade de ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.


A reação do Deputado Capitão Tadeu foi imediata  em editar uma moção de Repúdio contra o Governador Baiano e convocou os policiais para nova paralisação. veja abaixo:


 
SEXTA FEIRA SANTA EM MAIRI


Visitar o monte de Mairi - Bahia, é uma tradição secular, sempre iniciou-se nas Quartas Feiras Santa,  nos ultimos anos inovada com a procissão na Sexta Feira Santa. A caminhada equivalente a  6 km em estradas normais para depois encarar realmente a subida do monte, tarefa que os que não estão preparados fisicamente conseguem.

Fala-se que visitar o Monte, hoje apelidado de Monte Alegre em homenagem ao antigo nome de Mairi, é uma forma anual de zerar os pecados.